Consumo local no Programa Sebrae Inteligência Setorial

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Há alguns meses, eu tive o prazer de prestar consultoria para o Programa Sebrae Inteligência Setorial, do Sebrae/RJ. A iniciativa tem como objetivo oferecer às micro e pequenas empresas conhecimentos necessários para que cresçam de forma sustentável “num mundo onde a competitividade está cada vez mais acirrada”.

Minha contribuição ao programa está na área de Alimentos, onde forneci insumos para o relatório sobre Consumo Local – suas características, exemplos e oportunidades para os pequenos negócios do setor de alimentos no Rio de Janeiro.

+ O conteúdo do relatório é gratuito. Acesse aqui!

Vem aí o wiki orgânico

Caipirismo + Clube Orgânico = wiki orgânico!

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O blog Caipirismo e o Clube Orgânico estão lançando uma iniciativa muito bacana, que batizamos de wiki orgânico! Trata-se de um pequeno dicionário de verbetes ligados aos temas que circundam o universo da comida de verdade.

O que é agricultura orgânica? É a mesma coisa que agroecologia? E turismo rural, é sinônimo de agroturismo? E permacultura? E agrofloresta…? Nas próximas semanas vou publicar no blog do Clube Orgânico alguns desses conceitos, mas vamos querer também a sua ajuda!

Você pode (e deve!) contribuir com aquilo que sabe sobre os diferentes temas que vamos abordar. É simples: comente sempre que souber de algo novo no blog do Clube, ou mande sua sugestão de verbete para a Francisca: plante@clubeorganico.com.

Toda semana, sempre às terças e quintas, sai um verbete novo. Fique de olho e boa leitura!

Por que é impossível comer um só

 

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Crédito da Imagem

Tem resenha minha publicada no blog da Junta Local. Saiu há algumas semanas e eu acabei esquecendo de replicar por aqui. No texto, falo sobre o livro “Sal Açúcar Gordura”, do jornalista norte-americano Michael Moss.

“Não é novidade que a indústria alimentar usa e abusa desses três ingredientes maravilhosos na fabricação dos seus produtos, mas Moss decidiu mergulhar fundo em sua pesquisa sobre como os gigantes da comida vêm consolidando seus impérios com base no sal, açúcar e gordura. Em pouco mais de quatrocentas páginas, o jornalista compartilha o resultado de uma minuciosa investigação que incluiu análises, documentos e entrevistas com executivos, marqueteiros e cientistas ligados ao setor”.

+ Confira o artigo completo aqui!

A multifuncionalidade da agricultura familiar

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A multifuncionalidade pode ser conceituada como um conjunto de novos aspectos relacionados à atividade agrícola, que não estão ligados diretamente à produção de alimentos e matérias-primas, e que vêm sendo legitimados como fundamentais para o bem-estar da sociedade. Ou seja, ela representa um reconhecimento de que a agricultura cumpre mais do que uma função econômica no meio onde está inserida.

O debate sobre multifuncionalidade começou na França, no final dos anos 90, e ganhou força na Eco-92, onde os governos reconheceram o “aspecto multifuncional da agricultura, particularmente com respeito à segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável”.

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Mais tarde, em 1998, a OECD, organização que reúne os países mais ricos do mundo, declarou que “além de sua função primária de produção de fibras e alimentos, a atividade agrícola pode também moldar a paisagem […], prover benefícios ambientais, tais como conservação dos solos, gestão sustentável dos recursos naturais renováveis e preservação da biodiversidade e contribuir para a viabilidade socioeconômica em várias áreas rurais”.

Em tal conceito, destaca-se que é importante compensar serviços ou bens públicos que o agricultor proporciona aos territórios, mas que não são remunerados pelos mercados, como a conservação ambiental, geração de capital social, fomento à cultura local ou diversificação da agricultura, por exemplo.

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Em uma visão mais produtivista, basta que se produza muito e a baixo custo, sem considerar outras externalidades. O resultado disso é um cenário de degradação do meio rural e das pessoas que nele vivem. Porém, sob esta nova ótica, voltada à sustentabilidade, entende-se que a agricultura tem a função de garantir a segurança alimentar e produzir em alta qualidade. Assim, ela passa a ser geradora de oportunidades de trabalho e renda no campo.

Nesse contexto, a biodiversidade e a paisagem devem ser preservados para garantir não só a conservação do meio ambiente, mas também a sustentabilidade das atividades agrícolas, através da proteção de nascentes, matas ciliares e áreas de proteção, por exemplo.

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Seguindo essa lógica, uma agricultura multifuncional pode: evitar o esvaziamento demográfico e cultural do campo; proporcionar a reintegração e o convívio social de comunidades rurais; e também gerar mais qualidade de vida, através da cultura, turismo, lazer e aumento de oferta de bens e serviços às pessoas que residem no campo.

Para os professores Ademir Cazella (UFSC), Phelippe Bonnal (UFRRJ) e Renato Maluf (UFRRJ), a noção de multifuncionalidade permite um olhar novo e ampliado sobre a agricultura familiar – com ela, percebe-se a interação entre as famílias rurais e os territórios na dinâmica de reprodução social, considerando os modos de vida dos agricultores na sua totalidade, e não apenas nos seus componentes econômicos.

Por fim, a multifuncionalidade considera a noção de que a agricultura familiar fornece bens públicos ligados às relações sociais entre as pessoas e suas organizações, ao meio ambiente, à segurança alimentar e ao patrimônio cultural. Dessa forma, já não mais encaramos uma família como meros geradores de alimentos, insumos ou commodities. O pequeno produtor é muito mais que isso.

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+ Imagens: livro Identidades Rurais – por Fernanda Dias.

Country Vibes Vol. 01

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Longas horas na estrada, dirigindo por aí sozinho, pedem boa música para alegrar a nossa jornada. Por isso, há algum tempo, tenho montado playlists inspiradas em paisagens rurais, que me fazem companhia quando estou viajando por esses interiores do Brasil. Tem moda de viola, indie rock, MPB, música pop… que, a partir de agora vou dividir com você, que curte boa música e, às vezes, fica perdido em meio às muitas opções do que ouvir. Por isso, apresento a vocês os Country Vibes!

Neste primeiro volume, disponível no Spotify, montei uma seleção com sons clássicos e também contemporâneos de artistas alt-country, um subgênero da música country americana que, ao contrário dos standards, fogem dos clichês e buscam influências navegando por rios, digamos, mais tortuosos e caudalosos, misturando rock, a atitude punk e cultura independente.

Confira a playlist Country Vibes Vol. 1 no Spotify ou ouça logo abaixo:

Professor cria hortas pedagógicas em terrenos abandonados do Bronx

Há alguns anos, o professor Stephen Ritz, que trabalha em uma escola no Bronx, em Nova Iorque, teve uma pequena grande ideia. Ao preparar uma horta, ele  percebeu que esta prática poderia se tornar uma atividade pedagógica simples, mas de grande impacto na vida dos seus alunos.

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Em 2009, Ritz e seus alunos montaram uma horta vertical, iluminada por lâmpadas LED. De uma tacada só, ele aplicou conhecimentos de Ciências, Matemática, Tecnologia e Nutrição. Esse foi o pontapé da Green Machine Bronx, um projeto que transformou 100 terrenos baldios da região em hortas e atualmente serve de exemplo para mais um monte de hortas urbanas.

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Ritz foi premiado Educador do Ano 2015 da Elementary School – Prêmio Bammy e deu trabalho ganhou destaque em várias plataformas e meios de comunicação, como a palestra do TED compartilhada neste post.

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+ Com informações: Somos Verdes

1º Congresso Nacional Para O Desenvolvimento do Turismo Rural

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Fui convidado para participar do 1º Congresso Nacional Para O Desenvolvimento do Turismo Rural, que acontecerá entre 7 e 11 de novembro, 100% online e de graça! Já estão rolando as inscrições. Oportunidade única para quem agricultores, turismólogos, especialistas e demais profissionais ligados ao setor. Corre lá, já coloca na agenda e participe!

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+ Imagem: Red Werneck / Que Maracujá