Sítio Família Lorenção [Agroturismo Capixaba]

Prosseguimos na rota do Agroturismo Capixaba, dessa vez, experimentando as delícias do Sítio Família Lorenção, que tem o socol como o grande destaque.

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Você sabe o que é socol? O nome é diferente, mas o seu sabor é único! Trata-se de um embutido de porco, originário da região italiana de Vêneto, que encontrou em Venda Nova do Imigrante o seu segundo lar. Ainda hoje tem gente que o faz de forma artesanal, mas os primeiros a transformá-lo em um negócio foram os membros da família Lorenção que, no final dos anos 1980, viram no agroturismo uma alternativa de renda às atividades já desenvolvidas na propriedade.

Juntamente com outras famílias da região, os Lorenção foram os responsáveis pela criação da Associação de Desenvolvimento do Agroturismo (Agrotur), organização que incentivou agricultores familiares a abrir as portas de suas propriedades, convertendo o município de Venda Nova em “berço do agroturismo no Brasil”, reconhecido por seus roteiros onde o visitante entra em contato direto com a realidade de pequenos produtores e o seu modo de vida.

Hoje, a Família Lorenção é referência na região e produz também conservas, geleias, licores, entre outras delícias de origem italiana. Tudo com matéria prima cultivada no próprio sítio. O socol é que sofreu mudanças: com o passar do tempo, a família deixou de usar a carne de pescoço, o “ossocolo” que dá origem ao nome, e adotou o lombo suíno como base, transformando a iguaria em um produto único! Há, inclusive, um movimento para que o socol seja reconhecido como um alimento com Indicação Geográfica, reconhecido pelo INPI.

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Até abrir as portas de casa, os Lorenção cultivavam apenas legumes que eram vendidos nas feiras livres de Vitória, mas com o aumento de turistas e a fama do agroturismo ganhando força, perceberam que as receitas caseiras poderiam ter sucesso e passariam a ser uma fonte extra de renda. “Hoje, a produção da agroindústria e as visitas são a nossa principal atividade e não precisamos mais descer a serra para vender os nossos produtos. O cliente é que vem até nós”, comemora tia Cacilda, matriarca da família e dona da receita original do socol, trazida pela sua mãe da Itália.

Tia Cacilda, aliás, é uma atração a parte! Como toda nonna italiana, tem aquele jeitinho carinhoso que faz todo mundo se sentir como se fosse seu neto, sempre com muito bom-humor e um sorriso estampado no rosto. Ela faz questão de apresentar e explicar cada item produzido na agroindústria e ai de quem não provar um pouco desses sabores ancestrais com sotaque capixaba! Mas quem diz que alguém se recusa?

Veja onde fica o Sítio Família Lorenção navegando no mapa abaixo:

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+ Imagens: Apoena Medeiros.

 

 

Cervejaria Altezza [Agroturismo Capixaba]

A próxima parada da série de posts Agroturismo Capixaba é na charmosíssima Cervejaria Altezza, de Venda Nova do Imigrante. Vem comigo!

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A história da Cervejaria Altezza é completamente acidental. Os irmãos Daniel, Gino e Angelo Rigo, de Vitória, resolveram comprar um sítio em busca de descanso, mas a paz que tanto esperavam encontrar em São José do Alto Viçosa, na zona rural de Venda Nova do Imigrante, logo deu lugar à produção caseira de cervejas. E que cervejas!

Na ocasião da minha visita, fui recebido pelo Daniel, que contou um pouco da história e me apresentou as instalações da cervejaria…

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Depois de muitas experimentações, a brincadeira começou a ficar séria e, pressionados pelos amigos, os irmãos resolveram profissionalizar a hobby, transformando o velho casarão em uma pequena fábrica de cerveja. Assim nasceu a Altezza, que significa altitude em italiano, afinal, o sítio está a 1.100 metros acima do nível do mar.

Cada vez mais gente passou a buscar um dos 10 rótulos da cervejaria diretamente da fonte. Vale lembrar que o sítio está entre Pedra Azul e Venda Nova, no epicentro do agroturismo capixaba. E aí, a paz dos irmãos realmente virou história com a abertura do bar da cervejaria.

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Em um amplo e agradável espaço, com mesinhas, sombreiros e uma paisagem de tirar o fôlego, é possível provar todas as cervejas da casa acompanhadas de petiscos com ingredientes locais e também conhecer as instalações da fábrica e todo o seu processo produtivo.

Aliás, vale aqui destacar: que estrutura! O antigo casarão de arquitetura italiana teve suas linhas preservadas, transformando-se em um espaço muito charmoso e aconchegante. Obrigado, irmãos Rigo por abrir as portas do sítio e dividir conosco um pouco desse lugar tão agradável!

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Para chegar até lá não tem mistério. Saindo de Venda Nova do Imigrante no sentido Vitória, basta entrar no acesso à comunidade de Alto Caxixe e seguir as placas da cervejaria até São José do Alto Viçosa, não tem erro e o visual é belíssimo, em meio às montanhas que cercam a região.

Veja onde fica a Cervejaria Altezza navegando no mapa abaixo:

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+ Imagens: Gui Mattoso

Café Seleção do Mário [Agroturismo Capixaba]

Começamos esta série de posts sobre o interior do Espírito Santo, que batizo de  Agroturismo Capixaba, visitando o Café Seleção do Mário.

IMG_2452A agroindústria do Café Seleção do Mário fica em Caxixe Frio, na zona rural de Venda Nova do Imigrante, na região serrana capixaba. O acesso é bem fácil, a partir da BR-262, por uma linda estrada, cercada de mata virgem, eucaliptos e, claro, cafezais.

Logo que cheguei na agroindústria, fui recebido pelo próprio Mário Zardo, que há alguns anos trocou o trabalho na lavoura pela seleção de grãos, torra e venda de cafés especiais. A embalagem dourada e o rótulo me chamaram a atenção. “Acho que já vi esse café em algum lugar”, comentei.

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“Você é do Rio, né? Será que não foi no Curto Café, no terminal Menezes Côrtes?”, perguntou ele. BINGO! Sem querer, eu fui parar no produtor de um dos melhores – e mais hypados – cafés da capital fluminense, com uma proposta inovadora onde, basicamente, você paga o quanto quer e os custos de operação estão expostos para os clientes.

A ideia surgiu há uns cinco anos, quando Mário decidiu investir num projeto altamente minucioso e cuidadoso, eu diria. Valendo-se da rede de contatos (seus vizinhos!) já estabelecida, ele passou a comprar os melhores arábicas, selecionando os grãos MANUALMENTE e torrando-os em diferentes variações de temperatura, criando sabores diferentes.

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O resultado são cafés fantásticos que, além do Curto, estão presentes em vários estados brasileiros e também na gringa! Mário recebe os pedidos num esquema meio “Toyotista”, produzindo conforme as demandas e garantindo cafés sempre fresquíssimos. As encomendas podem ser feitas pela página do Facebook e vão muito bem, obrigado!

Com um canal direto de comercialização com o consumidor, aliado a uma crescente demanda por cafés especiais no mercado nacional, o Café Seleção do Mário está voando longe! E as torras… ah, as torras! Uma mais deliciosamente cheirosa que a outra, classificadas em seis tipos: cítrico, frutado, amendoado, chocolate e chocolate + intenso.

Além das vendas online, os cafés do Mário podem ser encontrados em diversos estabelecimentos, principalmente no Rio, São Paulo e no Sul. Porém, se você estiver planejando uma viagem ao Espírito Santo, eu recomendo fortemente uma passada em Caxixe Frio para tomar xícara de café direto da fonte e bater um papo com Mário!

Veja onde fica o Café Seleção do Mário navegando no mapa abaixo:

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+ Imagens: Gui Mattoso

Agroturismo capixaba e seus encantos

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Cervejaria Altezza, Alto Caxixe

No início do mês de julho, eu tive o privilégio de fazer um trabalho no interior do Espírito Santo e, nas horas vagas, aproveitei para explorar os encantos da região serrana, onde passei a maior parte da viagem, em municípios como Castelo, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, entre outros.

Não é a primeira vez que vou para lá, mas a cada visita eu me surpreendo mais e mais! E me apaixono por este estado incrível.❤

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Café Seleção do Mário, ainda verde.

O meio rural capixaba é um dos segredos mais bem guardados desse país! Acho que os brasileiros sequer imaginam que o Espírito Santo tem um interior tão rico em belezas naturais, produção agrícola e cultura local. Foi pensando nisso que resolvi criar uma série de posts para dividir com vocês um pouco do que garimpei por lá durante esses dias.

Vai ter cerveja artesanal Altezza; o melhor café do mundo, selecionado pelo Mário Zardo; um embutido fantástico, o “socol”, feito pela família Lorenção; a colônia pomerana (!?) em Santa Maria de Jetibá; a influência da imigração italiana e alemã (sim, o estado recebeu milhares de imigrantes)… e por aí vai! Ficou curioso? Chega junto! Logo mais tem post sobre o café Seleção do Mário.

 

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Araguaya, zona rural de Marechal Floriano

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+ Imagens: Guilherme Mattoso.

3 Perguntas Para Juliana Dias

Juliana Dias_Jornalismo Gastronômico_por Mariana Moraes

Conheci a Juliana Dias, há mais o menos um ano, quando fui seu aluno no curso de Jornalismo Gastronômico da FACHA, no Rio. De lá pra cá, passamos a trocar muitas figurinhas sobre temas afins e ela se tornou, para mim, uma espécie de guru conceitual. Além de ministrar o curso (que agora é também pós-graduação, com início em setembro), Juliana é sócia da Malagueta Comunicação, mestre em Educação em Saúde e Ciências (Nutes/UFRJ) e pesquisadora na área de comunicação, cultura e alimentação. Confira a nossa prosa!

1. Em que momento da sua trajetória você percebeu que essa história de comunicação e gastronomia dava caldo?
Quando escolhi fazer jornalismo, já tinha o interesse em escrever sobre comida. Não sabia como seria a junção dos dois assuntos, pois os espaços dedicados nos jornais abordavam apenas alguns aspectos do alimento, como culinária, saúde, bem-estar e ciência. Eu tinha a intuição de que falar sobre comida deveria ser mais abrangente. Atribuo essa percepção a minha infância, onde cresci com meu pai, o seu Pacheco, paraibano chegou no Rio com 18 anos, trazendo na mala “bastante saudade”. Por mais de 30 anos foi dono de um armazém com produtos do Nordeste, na Ilha do Governador; aos domingos preparava almoços com pratos de sua Terra, como sarapatel, buchada, dobradinha… além das idas à Feira de São Cristóvão e rodas de repente na sala de casa, regadas à comidas e bebidas típicas.

Enquanto ele matava as saudades do sertão com a comida, eu desde cedo gostei de cozinhar, preparar bolos, inicialmente, sempre com apoio da minha mãe. O interesse pelos sentidos do cozinhar, comer junto e compartilhar foi tomando meu pensamento com questões que me animavam. Comida tem história, afeto, cuidado, e o universo simbólico do comer me arrebatou. O tema de minha monografia foi a Feira de São Cristóvão e daí em diante persegui uma oportunidade para juntar as duas paixões. Foi no evento chamado Degusta Rio, em 2003, que conheci um mundo fascinante do qual não tinha tido acesso ainda. Em uma das barracas estavam Margarida Nogueira e Teresa Corção falando sobre mandioca, veja só, e da importância de valorizar as identidades brasileiras. As duas me apresentaram o movimento Slow Food, do qual faço parte até hoje. Outra pessoa que conheci nesse evento foi a Luiza Aquim, mãe da Samantha Aquim. Com doçura e paciência, ficou um bom tempo conversando comigo sobre comidas, restaurantes e todo o universo da gastronomia. Me encantei com as três. Quanta sinergia. A maneira como elas falavam sobre o alimento, era como eu imaginava que deveria ser, mas não tinha referências. Eu colei na Margarida e na Teresa. Aprendi muito e aprendo até hoje. Uma iniciação em grande estilo, com pessoas apaixonadas, sérias e comprometidas. Foi um presente.

Entre os autores que me marcaram nessa trajetória estão Rubem Alves, Brillat-Savarin, Michael Pollan e Eça de Queiróz. Em 2006, conheci Carolina Amorim, com que consegui colocar em prática o que vinha aprendendo e lendo. Montamos a Malagueta Comunicação e em 10 anos realizamos projetos lindos, com o propósito de falar sobre comida de forma complexa, carregada de significados culturais. Somos empreendedoras da internet e foi nesse espaço que lançamos o Informativo Malagueta, um boletim semanal que chegou a ter 22 mil assinantes. Era um prazer preparar esse conteúdo, falando da comida em diversos assuntos e editorias, buscando acompanhar os acontecimentos por essa lente. Hoje, não temos mais o informativo porque estamos nos dedicando a projetos pessoais e trabalhamos em conjunto com projetos da Malagueta, como a campanha Comida é Patrimônio, do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN). De 2003 até hoje, cada vez mais percebo a importância de relacionar comunicação e gastronomia, como uma estratégia de emancipação da população, que está cercada com discursos com interesses tão distintos sobre alimentação que perde a capacidade de contextualizar e englobar os saberes e práticas da atividade de alimentar-se. Há um pensamento reducionista que considera o conhecimento da comida apenas pelas partes: prevalece o nutriente ao invés do alimento; ou a mercadoria ao invés do direito. As sucessivas crises atuais demandam por novas maneiras de conhecer, comunicar e aprender, sendo o campo da alimentação um desafio para todos, por ser central tanto para a sobrevivência como para organizar simbolicamente a sociedade.

Juliana Dias_Curso Jornalismo Gastronômico_por Mariana Moraes

2. E como surgiu a ideia de um curso orientado ao profissional quem tem interesse por uma área tão específica do jornalismo?
O curso é fruto dessa vivência profissional, do engajamento e da experiência acadêmica. Senti a necessidade de fomentar o enfoque comunicacional com outros interlocutores que trabalham com gastronomia. Acredito que o campo da comunicação social precisa sentar à mesa para discutir alimentação, não pela sua instrumentalidade, mas pelo fato de a comunicação ser uma dimensão existencial e organizacional da sociedade. O curso começou em 2014 e, ao longo desses dois anos, tem sido um excelente campo de conhecimento, trocas e reflexões sobre como devemos aproximar o campo da comunicação com a gastronomia. Esse ano, vamos concretizar mais uma etapa. Em setembro a FACHA vai lançar a pós em Jornalismo Gastronômico, com um time de profissionais e pesquisadores que tem produzido conhecimento crítico sobre as relações entre alimentação, comunicação e cultura. A pós é inédita no Rio e nosso objetivo é apresentar uma abordagem complexa e dialógica entre comunicação e alimentação.

3. Quais são os principais desafios enfrentados pelo jornalista que se propõe a escrever sobre comida?
Entre os principais desafios, a meu ver, está a formação, pois é preciso estudar conteúdos de diferentes disciplinas para produzir novos modelos de comunicação. Quem está entrando agora no mercado tem chances de empreender, realizar projetos que ainda não foram feitos, mas demanda um pensamento crítico, para inovar em processos criativos nas áreas como publicidade, marketing, mercado editorial, produção de TV. É importante ter em conta que deve-se estudar muito mesmo, buscar dialogar saberes, disciplinas e práticas para construir um modelo de jornalismo gastronômico que siga o caminho da pluralidade, numa comunicação horizontal e em rede. Percebo que há um campo a ser explorado pela área de comunicação com os temas da Segurança Alimentar e da Agroecologia. Muitas iniciativas pioneiras estão emergindo e é necessário fortalecê-las, sistematizá-las e consolidá-las. Vejo muitas oportunidades, mas é preciso colocar a mão no arado, fazer articulações e se juntar às redes e movimentos sociais para provocar mudanças. Na minha visão, produzir conteúdo e conhecimento sobre comunicação e gastronomia é uma maneira de gerar novas perspectivas para enfrentar a crise ambiental, a crise da mídia e tantas outras que se somam. É um campo fértil para empreender, engajar, compreender melhor o mundo e transformar realidades.

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+ Imagens: divulgação.

Curso de Jornalismo Gastronômico abre nova turma no Rio

Juliana Dias_Curso Jornalismo Gastronômico_por Mariana Moraes

Há pouco mais de um ano, tive o prazer de participar dessa formação pioneira na cidade maravilhosa e essencial para coleguinhas que queiram se aprofundar no tema!

O curso de Jornalismo Gastronômico da FACHA começa no dia 04 de julho e segue até 14 do mesmo mês, sempre às segundas, terças e quintas. As aulas serão ministradas por Juliana Dias, sócia da Malagueta Comunicação, mestre em Educação em Saúde e Ciências (Nutes/UFRJ) e pesquisadora na área de comunicação, cultura e alimentação.

Nestes seis encontros, os participantes poderão aprender mais sobre a história da gastronomia, crítica gastronômica, principais veículos e discutir temáticas atuais, como segurança alimentar, o lugar da alimentação na atu e a comida como cultura, entre outros.

A metodologia da formação é baseada em debates, estudos de caso, análises de textos, dinâmicas e a presença de convidados para enriquecer as discussões. O curso está dividido em quatro eixos: comida e palavra; comida e cultura; comida e sociedade; e comida e comunicação.

Também estão previstas duas oficinas: a  jornalista e artista visual Carolina Amorim, também sócia da Malagueta, fará uma prática sobre construção de imagens na gastronomia, abordando as técnicas para fotografar o alimento; e a jornalista e artista Mariana Moraes, fará uma oficina sobre as representações da comida nas artes, com um passeio pela filosofia e pelas artes para localizar a presença da comida na estética e na poética do cotidiano.

Os interessados em participar podem realizar as inscrições por:
– Telefone: (21) 2102-3165 / (21) 2102-3184
– E-mail: extensao@facha.edu.br

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+ Imagem: divulgação

 

Você conhece a culinária de Angola?

 

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Calulu com funge, você sabe o que é?

Muitos brasileiros são de origem angolana e, mais recentemente, temos recebido muitos imigrantes deste querido país-irmão, longe geograficamente, mas bem próximo culturalmente. Mas e a comida de Angola?

Por aqui, pouca gente sabe, mas os angolanos têm uma culinária riquíssima, com o uso de ingredientes que conhecemos bem e também muito influenciada pela culinária de Portugal e Moçambique.

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O funge lembra um purê… mas é diferente!

Um dos pratos mais populares daquele país é o funge, que consiste basicamente em uma mistura de mandioca ou milho com água. Lembra um purê, mas com uma consistência bem mais espessa.

O funge em geral é servido com calulu, que pode ser feito com peixe freso, seco ou charque, cozido com alho, tomate, quiabo, batata doce, espinafre, abobrinha e óleo de palma.

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Bonita essa muamba, né?

A muamba (ou moamba) também é uma paixão nacional angolana. Trata-se de frango temperado com alho e gindungo (uma espécie de pimenta), refogado com óleo de palma e cozido com cebola, quiabo e abóbora.

Além desses pratos mais icônicos, a cozinha angolana tem também muitos peixes, batatas, feijoada portuguesa (com feijão branco), sopas e caldos mil.

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+ Imagens: 1, 2 e 3.