Todos os alimentos são puros

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Olha que linda esta passagem do Evangelho de São Marcos (7,14-23) para o dia de hoje:

Naquele tempo, Jesus chamou de novo para junto de Si a multidão e disse-lhes: “Escutai-Me e procurai compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro. O que sai do homem é que o torna impuro. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Quando Jesus, ao deixar a multidão, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o sentido da parábola. Ele respondeu-lhes: “Vós também não entendestes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não pode torná-lo impuro, porque não entra no coração, mas no ventre, e depois vai parar à fossa?”.

Assim, Jesus declarava puros todos os alimentos. E continuou: “O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem as más intenções: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições, injustiças, fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez. Todos estes vícios saem do interior do homem e são eles que o tornam impuro”.

Todos os alimentos são puros e bons para o nosso corpo. Não é a comida que nos torna impuros, pelo contrário! Viva a comida boa, limpa e justa! A comida une, não separa! Precisamos de corações puros!

 

Frango barato, porém indigesto

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Ao passar por entre os freezers e geladeiras do supermercado, você já se perguntou como o preço do frango é tão barato, independente das promoções? Desde os anos 90, a ave começou a ser uma alternativa saudável para as famílias brasileiras e, de prato de fim de semana, passou a figurar em nossas mesas como uma opção super viável. Em pouco mais uma década, o consumo aumentou 26%, enquanto o de carne bovina caiu 10%.

Regiões rurais, como o oeste catarinense, tornaram-se verdadeiros pólos produtores, elevando o Brasil ao status de principal exportador mundial – e os frigoríficos são, hoje, os grandes responsáveis por saciar a nossa fome aviária. Estas empresas contam com uma rede de milhares de pequenos produtores que utilizam métodos intensivos em suas granjas, ambos sem nenhuma responsabilidade financeira pelos impactos causados por tal atividade. Assim, o preço, aparentemente barato não leva em conta as condições da criação, a capacidade de estocagem e a saúde dos animais.

De fato, a produção de carne bovina tem um custo ambiental muito maior, mas o frango industrial também traz consequências que não podemos negar. São milhares de granjas produzindo milhões de aves – em galpões com capacidade para 10, 15 mil animais apinhados, vivendo a base de água, ração e antibióticos, muitos antibióticos! Isso tudo inserido em um ciclo que alimenta a indústria do agrotóxico, a monocultura, os transgênicos…

Não são poucos os agricultores associados que recusam-se a comer o frango que eles administram para os frigoríficos e, em um local escondido da propriedade (sim, os frigoríficos não permitem…), criam as suas próprias caipiras soltinhas para consumo próprio – pense numa galinhada com polenta boa!

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A galinha de verdade, infelizmente, é vista como uma opção de nicho de mercado, porque custa o triplo se comparada com a “sintética”. Os abatedouros entraram em extinção e hoje, nas grandes cidades, é praticamente impossível encontrar as caipiras com facilidade. Estes animais, diferente dos seus primos industriais, são criados livres (ou semi-confinados), sem antibióticos, hormônios ou rações turbinadas. Uma granja caipira possui uma capacidade de estocagem infinitamente menor, o que garante aves menos estressadas e mais saudáveis.

Eu aposto que, se os consumidores soubessem como são as granjas industriais, eles repensariam o consumo de frango do jeito que comemos hoje.

Por outro lado, apesar das empresas que têm criações sustentáveis ou mesmo pequenos produtores entregarem muitos benefícios ao meio ambiente, sobretudo, à nossa saúde, não há nenhum ganho em termos de vantagens competitivas para eles. E quem paga o preço somos nós, consumidores, por meio de impostos, sob a forma de subsídios agrícolas obscuros e, claro, sem muitas alternativas aos frangos molengas, com gosto de nada!

Se o verdadeiro custo fosse levado em conta, não duvido que os papéis se inverteriam e o preço do frango industrial seria mais caro do que o orgânico.

Mas de quem é a culpa disso tudo? Seria fácil apontar o dedo para as cooperativas ou os produtores, mas eles estão presos a um sistema econômico que recompensa aqueles que produzem mais alimentos por preços mais baixos e, como resultado, só aqueles que podem se dar ao luxo de pagar por um “produto de nicho” desfrutam de sabores verdadeiros.

Este é um sistema realmente insustentável e que, mais cedo ou mais tarde, alguém terá que pagar a conta. E isso não acontece só com o frango, mas também com cafés, suínos, laticínios, cereais, hortaliças, carnes… Mas temos que começar a nos perguntar por que devemos apoiar um sistema alimentar tão nocivo.

Felizmente, nós temos o poder de mudar este cenário, seja no âmbito político, militando em prol de preços justos e programas de segurança alimentar, ou mesmo no seio do nosso lar, repensando as nossas escolhas alimentares. Se os preços dos alimentos orgânicos ou artesanais nos supermercados ainda assustam, outras alternativas começam a despontar como opções mais acessíveis. Considere as feiras livres, as redes de compras pela internet, o mercadinho do seu bairro.

É possível driblar os preços salgados e a crise!

Ao fazer estas escolhas, você poderá ajudar a criar um sistema alimentar mais sustentável e saudável não só para nós, consumidores, mas para toda uma rede de pessoas que estão juntas nessa jornada em busca de sabores bons, limpos e justos.

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Artigo originalmente publicado na revista eletrônica da Junta Local em 08/06/2016.

A maioria dos pratos que comemos é legado de guerras

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Caponata: um prato típico italiano? Nem tanto… (crédito da imagem)

Na semana passada, foi publicado um artigo muito legal no site da revista Smithsonian, que mostra como as movimentações territoriais, em decorrência de guerras, por exemplo, ajudaram a espalhar alimentos e temperos pelo mundo.

Por exemplo, a caponata, prato típico da Sicília, italiana até a medula, é fruto de conflitos ocorridos há mais de mil anos, reflexo da invasão árabe, trazendo novos culturas, técnicas agrícolas e conhecimentos muito acima dos padrões europeus daquele tempo.

O artigo afirma que, geralmente, quando as novas influências chegam até nós – seja por conquista, exploração colonial ou mesmo programas de culinária na TV – sempre há um período de adaptação seguido da incorporação total de uma nova técnica ou ingrediente no léxico culinário de uma determinada região ou país.

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Tempura: tipicamente japonês, mas com DNA português… (crédito da foto)

Por exemplo, no século XV, as batatas e tomates que viajaram do Novo Mundo para a Europa, primeiramente foram desprezados pelos comensais do Velho Mundo, por acharem que eram venenosos. Com o tempo, como se sabe, estes alimentos se tornaram emblemáticos nas cozinhas desde o Mediterrâneo até a Escandinávia.

Quer outro exemplo? No Japão do século XIX, os novos alimentos eram testados, antes, entre os soldados para depois, ganhar a sociedade. Assim foi com o curry, introduzido no país como um tempero ocidental, pois chegou lá através do Império Britânico, não via Índia!

Confira o artigo (em inglês) na íntegra

 

Cozinhando a mudança que queremos

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O futuro da comida depende da nossa habilidade e vontade de cozinhar. De fato, preparar o próprio alimento traz benefícios não só nutricionais, mas também, em longo prazo, nos faz mais bem informados e engajados sobre a qualidade da comida posta à mesa.

Se nós, enquanto sociedade, queremos um novo modelo de sistema alimentar, não podemos simplesmente conquistá-lo preparando lasanha congelada ou seguindo os passos da dieta da moda, que a cada estação diz o que faz bem para a saúde ou não.

Para mudar o sistema alimentar é preciso cozinhar!

E essa não é uma afirmação exatamente nova. Michael Pollan, Marion Nestlé, Carlo Petrini e muitos outros já vêm falando isso há um bom tempo – e com muito mais propriedade do que este que vos escreve.

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Hoje em dia, se pararmos para pensar, existem poucas coisas que produzimos para consumo próprio. Ouvimos música, mas quantos de nós somos compositores? Compramos roupas, mas não sabemos costurar. Baixamos aplicativos, mas nem sonhamos ser programadores. Com a comida, a coisa é diferente. A curva de aprendizado para fazer aquela comidinha caseira é relativamente fácil e o ganho que temos ao prepará-la é incrivelmente complexo.

Quando eu era adolescente, uma das primeiras coisas que aprendi a “fazer” foi macarrão. Naquela época, nem passava pela minha cabeça refletir sobre a origem dos alimentos. Eu jogava o macarrão na panela, alguns minutos depois escorria a água e depois completava com o molho de tomate em lata.

De onde vem essa alface? O quanto de floresta foi desmatada para criar o gado que virou esse bife?

Alguns anos depois, eu comecei a ficar mais exigente com o sabor. O molho pronto já não me satisfazia mais. Comecei a pesquisar os tipos de massa e aprendi a fazer meu próprio molho. Me apaixonei pelo mundo fascinante dos azeites e descobri que existem queijos maravilhosos para acompanhar, no lugar daqueles ralados, em saquinho. Esse interesse foi crescendo com o tempo e eu passei a prestar a atenção em tudo o que eu comia – e também pensar em coisas do tipo “de onde vem essa alface?”, “o quanto de floresta foi desmatada para criar o gado que virou esse bife?”…

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Cozinhar faz as pessoas compreenderem a causa e efeito de utilizar este ingrediente no lugar daquele. Isso ajuda você a ter um ponto de vista próprio, além de escolher melhor o que põe na boca. Com o passar do tempo, o paladar vai se aprimorando e ficando mais exigente e aberto. Isso é educação do gosto! Como eu posso apreciar um queijo de sabor incrível, textura cremosa e aroma único se nunca vou além do indefectível queijo minas frescal?

É preciso comer comida de de verdade, experimentar coisas novas, não ficar refém do que a indústria despeja nos supermercados!

E aí, se chega a um ponto onde a consciência começa a nos falar sobre o impacto das escolhas, sobre a conservação da biodiversidade, sobre o caminho que o alimento faz para chegar até nós e sobre como isso se reflete na saúde e no ambiente que nos cerca.

Nos últimos anos, os consumidores no Brasil têm mostrado um perfil de mudança interessante no que diz respeito à alimentação. Nunca se falou tanto em orgânicos, agrotóxicos, transgênicos, comida local… e o que antes era considerado alternativo, hoje, passa a figurar como destaque nas prateleiras das grandes redes. O que pode ser um perigo, pois a indústria alimentar já sacou essa mudança e está trabalhando arduamente para transformá-la em mais um nicho de mercado. Jamie Oliver e Alex Atala que o digam! Mas a mudança está acontecendo…

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Pergunte a alguém que não manja de pintura qual é o melhor tipo de tela para tinta óleo ou acrílica… eu não saberia responder. Como se pode ficar preocupado com a quantidade de agrotóxicos, preferir orgânicos ou priorizar pequenos produtores se você não prepara a sua própria comida?

Nós poderíamos não cozinhar e buscar estas informações de outra forma, mas o que ganhamos deixando algo tão pessoal ser guiado por tabelas nutricionais, lista de ingredientes estranhos e toda uma indústria dizendo o que você deve comer? O simples ato de cozinhar nos leva a uma libertação disso tudo.

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O sistema alimentar é gigantesco e vai além dos nossos pratos, e envolve também desperdício, práticas agrícolas destrutivas, políticas econômicas, monoculturas tanto de alimentos quanto de ideias e por aí vai… Todos estes problemas têm um impacto diário na comida que chega ao nosso prato. Por isso, se não somos capazes de mudar tudo da noite para o dia, nós podemos criar já, no interior das das nossas cozinhas, o sistema alimentar que queremos ver no mundo. A comida precisa ser livre!

Prato Firmeza: Guia Gastronômico das Quebradas

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Olha só, que ideia simples e transformadora! São Paulo é reconhecidamente a capital brasileira da gastronomia, mas engana-se quem pensa que para comer bem é preciso pagar caro e ficar restrito aos restaurantes estrelados. Há muita comida boa e barata na periferia, e que está fora dos principais guias da cidade.

Foi pensando nessa falta de visibilidade que um grupo de alunos da Escola Enóis, que dá aulas de jornalismo para jovens oriundos da periferia paulistana, criou o Prato Firmeza: Guia Gastronômico das Quebradas. O roteiro reúne 40 opções de estabelecimentos fora do eixo nobre da cidade.

Compre a edição impressa do guia aqui

Trata-se de uma ferramenta que presta um serviço de utilidade à população e dá visibilidade a pequenos empreendimentos, além de fomentar a economia local, claro! E tem de tudo: bares, restaurantes, lanchonetes, barracas… para indicar um local, basta enviar um e-mail para contato@enoisconteudo.com.br.

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+ Imagens: divulgação

Retrospectiva Caipira 2016

No nosso primeiro post de 2017 apresento a vocês os conteúdos que mais se destacaram no ano que passou, batendo recordes de acesso e compartilhamento no Facebook, como as “10 tendências gastronômicas para 2016”, o artigo sobre “Ernst Götsch e a agricultura sintrópica” e a seleção das “10 cervejas de Niterói que você precisa beber!”. Confira esta deliciosa lista e relembre comigo os principais posts do Caipirismo em 2016!

1. Resenha do livro “Sal Açúcar Gordura”
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2. 10 tendências gastronômicas para 2016
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3. 9 pratos que são patrimônio da humanidade
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4. Cerveja é feita com sobra de pães que iriam para o lixo
toast

5. Alimentos desperdiçados na América Latina poderiam alimentar 37% dos famintos no mundo
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6. Ernst Götsch e a agricultura sintrópica
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7. Responsa: saiba onde tem um orgânico perto de você
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8. Descobrindo Jurubatiba
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9. 15 fazendas urbanas mundo afora
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10. 10 cervejas de Niterói que você precisa beber!
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10 cervejas de Niterói que você precisa beber!

Sou muito grato por viver em uma cidade com uma cena cervejeira tão vibrante e prolífica. Em Niterói, não faltam bares, lojas, cursos e, claro, muita gente boa fazendo cervejas de altíssimo nível, tanto caseiras quanto ciganas. Há poucos meses, fiz uma lista para o Explore Niterói, indicando 5 cervejas Made in Nikiti. Agora, eu amplio esta seleção e apresento aqui, no Caipirismo, as 10 cervejas de Niterói que você precisa beber! Tem para todos os gostos! Delicie-se e saiba onde e como encontrá-las.

+ Leia também: 10 cervejarias do Rio de Janeiro que você precisa conhecer

1. Easy Dive – Cerveja Oceânica
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É o segundo rótulo da Oceânica, que faz referência à Região Oceânica, tanto no nome quanto na identidade visual, inspirada na cultura praiana da cidade. A Easy Dive é uma Witbier leve e refrescante – sua receita leva cascas de laranja e tangerina, além de coentro e gengibre.

2. American IPA – Cerveja Dead Dog
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Muita gente já viu o trailer rock n’roll da Dead Dog circulando por feiras e eventos no eixo Rio-Niterói, mas se você ainda não provou a cerveja deles, trate de correr atrás! A Dead Dog faz uma American IPA fantástica, bem maltada, mas como toda boa IPA, com aquela explosão de lúpulo no aroma!

3. Nikity Hop City – Mosaico
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Lourival Neto é um cervejeiro caseiro que voa baixo nas panelas, abusando da criatividade em cervejas únicas. A Nikity Hop City é um desses experimentos que podem ser encomendados via Facebook. É uma American IPA aromática e refrescante, com o teor alcóolico de 8,3% ABV muito bem disfarçado.

4. Amara – Cervejaria Noi
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A Noi é a única da lista de maior porte, com fábrica própria e restaurantes espalhados pela cidade. Uma das estrelas da casa é a Amara, uma Imperial IPA turbinada com cinco variedades de malte e dois de lúpulos, que conferem um um amargor especial, além do aroma floral e cítrico.

5. Camila – Cerveja Mostoka
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Aqui vou valer-me de uma “licença poética”: a Mostoka é a primeira cerveja artesanal de São Gonçalo, mas claro, eu não me importo com essa representante estrangeira na lista! Manoel Felix é um cervejeiro veterano no eixo Nikiti-Gonça e, dentre outras criações, faz a sensual Camila, uma American Wheat leve (4,3% ABV) e aromática, que leva pitanga em sua composição.

6. Coronel Mustarda – Nova Cervejaria
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Daniel Conde Perez, conhecido também como “Taradão da Brassagem”, é uma espécie de alquimista local. O cara pira muito em suas criações, algumas disponíveis no Facebook. Para esta lista, escolhi a Coronel Mustarda, uma Saison clara e refrescante, com um toque especial de sementes de… mostarda!

7. Dark Strong Ale – Imunda
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O Fernando Peixoto, tem uma mão boa demais para cerveja e é a mente por trás da Imunda. Sua produção caseira pode ser encontrada na página do Facebook e a minha dica é a Imunda Dark Strong Ale, envelhecida em barril com 10/11% de álcool que remete a frutas secas, cereja e baunilha.

8. Amélia – Cerveja Artesanal Donna
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A Cerveja Donna, a primeira encubada em uma universidade brasileira, é responsável pela Amélia, esta Irish Red Ale de coloração cobre linda e teor alcóolico de 5,5% ABV. O nome é uma homenagem à Amélia Mary Earhart, a primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico.

9. Saison Ale – W*Kattz
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Curto muito a identidade visual da W*Kattz, com esses gatinhos jazzy, bem simpáticos. Curto muito também o conteúdo das garrafas! Especialmente esta Saison Ale, de paladar equilibrado entre o dulçor dos maltes e o amargor dos lúpulos, e um aroma cítrico e condimentado, delicioso!
10. Itacoá Summer Ale – Cervejaria Araribóia
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A Itacoá Summer Ale, da Araribóia, é a novata da lista. Acabou de ser lançada e traz o DNA da cidade em seu nome. Trata-se de uma cerveja fácil de beber (4,7% ABV), dourada e com aroma levemente cítrico, altamente indicada para os dias de verão.

+ Leia também: 10 cervejas cariocas da gema!