3 Perguntas para Liana Rangel

liana

Liana Rangel é daquelas pessoas efervescentes, que fazem mil coisas ao mesmo tempo agora. Ela assina o blog Água no Feijão, é uma das idealizadoras da feira Coro Come, é fotógrafa, produtora de conteúdo… o que mais, Liana? Chego até a desconfiar que ela é clonada… enfim, nossos mundos se cruzaram há alguns meses graças a um feliz encontro de colaboradores da Junta Local, mas eu já acompanhava seu trabalho no Água no Feijão há algum tempo.

Em meio a um mar de sites, blogs e comunidades onde qualquer um é crítico gastronômico – e mesmo a crítica especializada anda questionável – Liana nos apresenta uma proposta bem mais simples e honesta: falar sobre comida de verdade, comida gostosa, comida sem firula, comida sem jabá… comida “sem mimimi”! E o resultado é incrível: resenhas sinceras, dicas verdadeiras e credibilidade sendo construída com as próprias mãos. Ficou curioso, com fome, quer saber mais? Confira, então, o bate-papo:

1. Como você se descobriu uma exploradora culinária?
Sempre me faço essa pergunta, mas acho que já nasci assim. Rsrsrs. Nasci esfomeada! Sempre comi muito e de tudo, provando qualquer comida conhecida e desconhecida também. Desde pequena, meus pais me estimularam e ajudaram muito desenvolver o paladar. Desde que me entendo por gente eu frequento comida de rua, botecos, restaurantes etc. Nas viagens em família, eu era proibida de comer em fast foods. Me lembro bem em Paris, reclamando que queria comer no McDonald’s e minha mãe mandando a letra: “filha, se você quiser comer um crepe, um croque monsieur ou qualquer outra coisa eu compro, mas isso NUNCA”.

2. O que inspira seu trabalho no Água com Feijão?
Me inspira gente que faz comida com amor. Gente que se dedica, estuda e AMA o que faz. Por isso, adotei esse posicionamento de não querer jabá, para poder ser sempre sincera e ajudar, sem ter rabo preso – construindo uma gastronomia justa e deliciosa. É isso que eu espero que as pessoas encontrem ao chegar no blog. Espero que elas entendam que estão ouvindo verdades. Que estejam buscado opções boas, bonitas e, acima de tudo, GOSTOSAS! Que não vão entrar numa furada, por que não vou recomendar qualquer coisa.

3. Como seu termômetro anda medindo a ~cena gastronômica~ carioca?
Estamos numa ebulição, muita gente BOA surgindo. Muito chef brasileiro que estava na gringa voltando para casa e muito gringo de olho aqui. As feiras, como a Junta Local e o Coro Come, estão trazendo para as ruas uma galera que antes não tinha oportunidade de colocar a cara e vender comida. Eu assumo que não sou muito de food truck. Os poucos que comi foram decepcionantes. Comida cara e sem sabor. Mas já tive gratas surpresas, então vamos vendo. Teremos uma acomodação desse mercado. Em relação aos restaurantes, acho que vamos ter umas boas mexidas. O Rio está na moda, Olimpíadas por aqui e revitalizações de áreas há muito tempo abandonadas… este grande fluxo de turistas trará para a cidade uma coisa que acho fraquíssima na gastronomia carioca: O ATENDIMENTO. Isso precisa melhorar. Não dá para pagar caro, esperar uma eternidade pela comida e continuar com esse mito bobo de garçom mal humorado, de ter que ser conhecido no bar para ser bem atendido, né?! Já deu! Sinceramente, não adianta nada investir numa boa cozinha, ter notinha no jornal e o atendimento continuar sofrível. Com todas essas questões acho que vamos melhorar nisso! Tô na torcida! Rsrsrs.

Pergunta bônus! Qual é a sua coxinha preferida até o momento?
Bom, nessa busca eu cheguei a conclusão que achar uma boa coxinha nos quesitos que escolhi de avaliação é difícil. Avalio crocância, massa e recheio. A melhor posicionada nos três critérios é a do Da Gema, mas tem que dar sorte, pois a cozinha deles não têm consistência. Um dia tá de lamber os beiços… em outro, o recheio tá seco e sem gosto. Mas sendo sincera, eu adorei mesmo foi desenvolver a coxinha comemorativa de um ano do Água no Feijão, junto com a Mariana Padrão, da Quitanda Gastronomia. Além dos testes e de poder comer coxinha até sair rolando, foi demais a Mari abraçar a causa e apresentar no dia uma coxinha única, sem massa, mas com um sabor incrível. ❤

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