O movimento Slow Food

intercambioFui convidado pelos amigos e parceiros do Clube Orgânico para participar e inaugurar (!) o INTERCÂMBIO, onde uma pessoa é periodicamente convidada para trocar conteúdos e experiências em torno da boa comida. No blog deles, foi publicado um artigo meu, sobre Locavorismo. Aqui, eu reproduzo um post muito bacana, escrito pela Francisca Feiteira*, da equipe do Clube, sobre o movimento Slow Food. Confira!

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Alimento bom, limpo e justo para todo mundo.feira

O movimento Slow Food começou na região de Piemonte, na Itália, em 1986, quando um grupo de pessoas apaixonadas por comida e pelo prazer de comer começou a se questionar do porquê da mudança de sabor dos alimentos.

Carlo Petrini e a salada de pimentão quadrado
Carlos Petrini, um dos fundadores do movimento, adorava a salada de pimentão quadrado, produto típico de uma região da Itália. Numa das suas viagens para lá, dirigiu-se ao restaurantezinho que sempre frequentava para comer a salada. Quando a provou percebeu que o gosto era completamente diferente daquilo que estava acostumado. Chamou o chef para saber o que estava acontecendo, e ele respondeu que agora importava os pimentões da Holanda porque duravam mais que os da região.

Carlo perguntou: e os agricultores que plantavam o pimentão quadrado, o que estão fazendo? O chef respondeu: “Eles agora plantam bulbos de tulipas, que na época das flores eles exportam para a Holanda. Todo o mundo está ganhando muito dinheiro com isso.”

Foram vários episódios similares a este que levaram à formação do movimento, para resgatar a comida de verdade e impedir que o comércio se sobreponha ao alimento.

“Comida não é comércio. Comida é vida.”

O movimento começou pequeno mas rapidamente se expandiu para o mundo: em 1989 se tornou internacional e atualmente existe em mais de 150 países. Aqui no Brasil, o Slow Food começou no ano 2000 pela Margarida Nogueira, que descobriu o movimento pela internet.

Unidos pelo prazer de comer
O Slow Food acredita que todos temos o direito ao prazer da alimentação, e isso inclui o uso de produtos locais e de qualidade, respeitando ao mesmo tempo a cultura, o meio ambiente e as pessoas envolvidas na produção.

Este movimento vai além de simplesmente incentivar as pessoas a cozinharem — ele pretende empoderar o consumidor a se tornar co-produtor, assumindo a responsabilidade de saber como o seu alimento está sendo produzido — desde o cultivo até chegar ao seu prato.

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É uma tomada de consciência e de posição.
Você tem de garantir que o alimento que você consome é:

Bom — um alimento de qualidade, saboroso e saudável.
Limpo — uma produção que não prejudique o meio ambiente.
Justo — condições e remunerações justas para a cadeia.

Você não pode pensar no prato sem pensar no planeta
Assim, a missão do Slow Food é unir o prazer da boa comida com a preservação das comunidades locais, suas culturas e tradições, respeitando o meio ambiente. Para isso, o movimento organiza atividades que visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores e consumidores.

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* Francisca é estudante de relações internacionais, apaixonada por temas relacionados a agricultura orgânica, gastronomia e sustentabilidade. Trabalha com marketing e comunicação no Clube Orgânico

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