3 perguntas para Rafael Bertges (Cerveja Oceânica)

rafael

O povo niteroiense tem o privilégio de viver em uma cidade com uma cultura cervejeira florescente e fascinante. Não são poucos os produtores caseiros pirando nas panelas em casa e também os microcervejeiros que fazem bonito em eventos, feiras e também nas gôndolas dos bares especializados. A Oceânica é um exemplo desse time que está elevando o nível da bebida na cidade e presenteando os papa-goiabas com cervejas incríveis.

Nascida em 2011, fruto da paixão de dois amigos, Rafael Bertges e Caio Delgaudio, pelo processo de fabricação caseiro, a Cerveja Oceânica carrega o DNA de Niterói no nome, uma referência à Região Oceânica (as criações nasceram no bairro de Piratininga), e também na filosofia, relaxada e praieira que se reflete em toda a comunicação do negócio. Atualmente, a dupla produz dois refrescantes rótulos, a Slow Down, uma Session IPA aromática e saborosa, e a Easy Dive, uma Witbier com cascas de laranja e tangerina, além de gengibre e sementes de coentro. O Caipirismo bateu um papo com o Rafael, confira logo abaixo!

slow

1. Como você vê o movimento cervejeiro em Niterói?
O movimento cervejeiro em Niterói é forte. Um dos mais representativos, ativos e criativos do País. Na esfera caseira, a primeira regional oficial  da Associação dos Cervejeiros Artesanais do Estado do Rio (ACervA Carioca) foi a de Niterói. Seus associados acumulam prêmios e reconhecimentos Brasil afora. Nós vencemos o primeiro concurso nacional de cervejeiros caseiros da Bierland, uma respeitada cervejaria de Blumenau; o Jarbas Menezes venceu o concurso do restaurante Aprazível, também concorrido nacionalmente; o Cazé Napier desenvolveu receita para a Noi… e diversos outros associados venceram ou ficaram nos pódios dos concursos das ACervAs nacionais e estaduais. E isso reflete na esfera profissional. Hoje, a cidade tem cervejarias artesanais de muita qualidade. Além da Oceânica, temos Dead Dog, W*Kattz, Donna e, claro, a Noi. E tem mais coisa boa vindo por aí.

easy

2. O que há de tão inspirador na arte de fazer cerveja?
A pergunta trás a resposta: é arte. Nós vemos a produção de cerveja como uma maneira de expressão das nossas personalidades. Imprimimos nas receitas os nossos gostos e preferências. Fazer cerveja pode ser uma arte diante das possibilidades de sabores e harmonizações, mas também é exata e científica em sua produção. E para nós, como engenheiros químicos, também é um grande atrativo.
3. Quais são os principais desafios da Cerveja Oceânica?
Logicamente, o primeiro grande desafio é se manter no mercado. Ele está crescendo, tem espaço para muita gente, sim, mas exige sacrifícios e qualidade. Outro grande desafio que enxergamos é a promoção da cerveja como mais um item na cesta de alimentação das pessoas. A verdadeira face da cerveja não é a do exagero, da quantidade desmedida com efeitos danosos. A cerveja pode ser tão ou mais complexa do que qualquer vinho que você escolha para comemorar seu aniversário de casamento. Ela pode ser também tão leve e relaxante o quanto você queira para um churrasco em família. Ela pode estar nos restaurantes finos e também nos botecos. Ela tem sabor, personalidade.O que falta são as pessoas conhecerem. Esperamos que com a Oceânica nós ajudemos neste processo.
Imagens: divulgação.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s