Do Veggie ao Vegan [e-book]

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Tá sabendo que os amigos do Clube Orgânico lançaram um guia completíssimo para ajudar você que busca uma alimentação a base de vegetais?! Trata-se de um glossário lindamente diagramado, com dicas de A a Z em temas como a importância do consumo de alimentos integrais, fontes vegetais de proteína e também receitas práticas, como patê de berinjela e creme de couve-flor.

E tem Caipirismo citado na publicação no trecho que fala sobre consumo local:

“O jornalista Guilherme Mattoso vai fundo: “a simples ideia de (1) fomentar a produção local, (2) criar ecossistemas econômicos e (3) estimular a aproximação entre produtores e consumidores já justificam – e muito! – iniciativas que promovem o consumo consciente e valorizam o que é cultivado ao alcance das mãos”

+ Baixe aqui o guia Do Veggie ao Vegan e confira!

 

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Vem aí o wiki orgânico

Caipirismo + Clube Orgânico = wiki orgânico!

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O blog Caipirismo e o Clube Orgânico estão lançando uma iniciativa muito bacana, que batizamos de wiki orgânico! Trata-se de um pequeno dicionário de verbetes ligados aos temas que circundam o universo da comida de verdade.

O que é agricultura orgânica? É a mesma coisa que agroecologia? E turismo rural, é sinônimo de agroturismo? E permacultura? E agrofloresta…? Nas próximas semanas vou publicar no blog do Clube Orgânico alguns desses conceitos, mas vamos querer também a sua ajuda!

Você pode (e deve!) contribuir com aquilo que sabe sobre os diferentes temas que vamos abordar. É simples: comente sempre que souber de algo novo no blog do Clube, ou mande sua sugestão de verbete para a Francisca: plante@clubeorganico.com.

Toda semana, sempre às terças e quintas, sai um verbete novo. Fique de olho e boa leitura!

Comida Colab – como foi

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Na última quinta-feira, dia 31 de março, eu tive o privilégio de estar ao lado dos amigos da Cerveja Oceânica, Clube Orgânico, Have a Coffee no mezanino do Lume, em Nikiti City, para o Comida Colab, um projeto coletivo que  tem como objetivo fomentar uma reflexão crítica sobre hábitos alimentares e as implicações políticas, sociais e ambientais ligadas ao ato de comer.

Nesta primeira rodada, em formato piloto, escolhemos o tema consumo local e uma das nossas dúvidas era: será que teremos gente, em Niterói, interessada no tema? Para nossa surpresa, a roda de conversa no mezanino ficou apertada de gente não só interessada, mas altamente engajada e participativa!

Foram  quase quatro hora de bate-papo, com as apresentações dos convidados misturadas às contribuições dos participantes, sem muita ordem ou script para seguir. Falamos sobre o conceito “do campo à mesa”, da importância de valorizar o trabalho de pequenos produtores, como fortalecer-se criando associações (ou não), a necessidade de criar uma comunidade em prol da boa comida em Niterói…

Enfim, o papo rendeu e deixou um gosto de quero mais em todos. Fizemos uma lista de contatos dos participantes e já queremos desenhar o próximo encontro. O tema? Estamos abertos a sugestões (alimentos orgânicos, novos canais de comercialização, cultura do gosto…). Fique de olho, tem coisa boa vindo por aí!

O movimento Slow Food

intercambioFui convidado pelos amigos e parceiros do Clube Orgânico para participar e inaugurar (!) o INTERCÂMBIO, onde uma pessoa é periodicamente convidada para trocar conteúdos e experiências em torno da boa comida. No blog deles, foi publicado um artigo meu, sobre Locavorismo. Aqui, eu reproduzo um post muito bacana, escrito pela Francisca Feiteira*, da equipe do Clube, sobre o movimento Slow Food. Confira!

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Alimento bom, limpo e justo para todo mundo.feira

O movimento Slow Food começou na região de Piemonte, na Itália, em 1986, quando um grupo de pessoas apaixonadas por comida e pelo prazer de comer começou a se questionar do porquê da mudança de sabor dos alimentos.

Carlo Petrini e a salada de pimentão quadrado
Carlos Petrini, um dos fundadores do movimento, adorava a salada de pimentão quadrado, produto típico de uma região da Itália. Numa das suas viagens para lá, dirigiu-se ao restaurantezinho que sempre frequentava para comer a salada. Quando a provou percebeu que o gosto era completamente diferente daquilo que estava acostumado. Chamou o chef para saber o que estava acontecendo, e ele respondeu que agora importava os pimentões da Holanda porque duravam mais que os da região.

Carlo perguntou: e os agricultores que plantavam o pimentão quadrado, o que estão fazendo? O chef respondeu: “Eles agora plantam bulbos de tulipas, que na época das flores eles exportam para a Holanda. Todo o mundo está ganhando muito dinheiro com isso.”

Foram vários episódios similares a este que levaram à formação do movimento, para resgatar a comida de verdade e impedir que o comércio se sobreponha ao alimento.

“Comida não é comércio. Comida é vida.”

O movimento começou pequeno mas rapidamente se expandiu para o mundo: em 1989 se tornou internacional e atualmente existe em mais de 150 países. Aqui no Brasil, o Slow Food começou no ano 2000 pela Margarida Nogueira, que descobriu o movimento pela internet.

Unidos pelo prazer de comer
O Slow Food acredita que todos temos o direito ao prazer da alimentação, e isso inclui o uso de produtos locais e de qualidade, respeitando ao mesmo tempo a cultura, o meio ambiente e as pessoas envolvidas na produção.

Este movimento vai além de simplesmente incentivar as pessoas a cozinharem — ele pretende empoderar o consumidor a se tornar co-produtor, assumindo a responsabilidade de saber como o seu alimento está sendo produzido — desde o cultivo até chegar ao seu prato.

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É uma tomada de consciência e de posição.
Você tem de garantir que o alimento que você consome é:

Bom — um alimento de qualidade, saboroso e saudável.
Limpo — uma produção que não prejudique o meio ambiente.
Justo — condições e remunerações justas para a cadeia.

Você não pode pensar no prato sem pensar no planeta
Assim, a missão do Slow Food é unir o prazer da boa comida com a preservação das comunidades locais, suas culturas e tradições, respeitando o meio ambiente. Para isso, o movimento organiza atividades que visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto e aproximar os produtores e consumidores.

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* Francisca é estudante de relações internacionais, apaixonada por temas relacionados a agricultura orgânica, gastronomia e sustentabilidade. Trabalha com marketing e comunicação no Clube Orgânico