3 Perguntas Para Leo Spinardi

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Leo Spinardi é amigo de longa data, tipo, há mais de 20 anos… Também é jornalista, curte desenho (e desenha pacas!), somos compadres e, no passado, experimentamos juntos o empreendedorismo no underground carioca tocando no Abaixo de Zero. Além disso tudo, hoje, dividimos uma temática que nos mantêm ainda mais ligados: a comida.

Há pouco mais de três anos, Leo começou a sentir novamente um comichão criativo-empreendedor-independente, mas desta vez trilhando um novo caminho, vendendo tapioca. “Ué, você virou ambulante?”, brinca ele ao imaginar a reação das pessoas quando decidiu criar a Tapinha e lançar-se em uma nova experiência. Pois bem, eis que de lá para cá, a ideia tomou forma e já se vão mais de 100 eventos para a conta. Saiba mais sobre essa história, confira o nosso bate-papo logo abaixo.

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1. Por que você escolheu a tapioca?
Eu não escolhi a tapioca. Eu diria que foi ela quem me escolheu. Como assim? Quando a moda começou a pegar mais firme aqui no Rio, tipo 2014/2015, eu passei a fazer em casa porque me lembrava de adorar quando comia nas minhas viagens ao Nordeste. E a galera aqui de casa começou a curtir. Os familiares, os amigos. E estava rolando aquele boom de feiras gastronômicas. Pensei, por que não levar isso pra fora de casa?. E desde que essa ideia passou pela minha telha, comecei a ter insônia. Precisava levantar da cama pra anotar ideias de nomes, sabores, formatos, projetos. Fui alimentando o monstrinho e pisei fundo em colocar a ideia em prática com o mínimo de investimento possível. E lá se vão 3 anos e mais de 100 eventos.

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2. Quais são as dificuldades de empreender com comida no Rio de Janeiro?
A Tapinha continua sendo um projeto de guerrilha para mim. Ainda estou caminhando para estruturá-la como um negócio, como uma empresa, oficial. Ainda é CPF! Então, as dificuldades que enfrentei foram proporcionais ao tamanho do projeto. Ou seja, pequenas. Tributação, gestão de pessoas, fornecedores… Tudo isso ainda não apresentou seu verdadeiro potencial de dificuldade pra mim. Para não deixar sua pergunta sem uma boa resposta, acredito que as dificuldades sejam proporcionais às oportunidades. Se por um lado é alta a competitividade de outros tantos bons produtos e serviços e a cobrança dos órgãos fiscalizadores, também é alta a gama de possibilidades e a demanda do público por uma boa oferta.

3. O que te inspira?
É algo bem egoísta. É sobre a minha evolução. É sobre morrer de medo de fazer algo um dia e, um tempo depois, com preparo, com teste, com erro, com risco, fazer a mesma coisa com um nível de execução de quem faz aquilo há milênios, tranquilo e seguro. Ou seja, é sobre avançar sobre as zonas de riscos, transformá-las em zonas de aprendizagem até se tornem finalmente zonas de conforto. E a Tapinha, pequenininha como ela ainda é, está sendo uma baita universidade nesse sentido.

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+ Imagens: divulgação

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Junta Entrevista: Hocus Pocus

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O blog da Junta Local publicou no último dia 13 a entrevista que fiz com Pedro Butelli, um dos sócios da Hocus Pocus, expoente da nova geração da cerveja artesanal carioca. No bate-papo, Pedro fala sobre a trajetória do empreendimento e dos atuais desafios contemplando o crescimento, que em um ano saltou de mil litros para oito mil litros por mês.

Já temos várias receitas quase prontas para serem lançadas, então a ideia é mantermos o ritmo de lançamentos que vínhamos tendo […] começamos a entrar em São Paulo, vendendo em alguns bares por lá. A ideia é expandir mais, tanto dentro do estado do Rio quanto em outros estados também.

+ Visite o blog da Junta e confira a entrevista completa!

No Japão: horta vertical produz 10 mil pés de alface por dia!

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Como se sabe, os japoneses são sinônimo de inovação tecnológica e também mestres em aproveitar pequenos espaços com eficiência. Pois bem, a empresa Mirai Co, liderada pelo CEO Shigeharu Shimamura, adquiriu o galpão de uma antiga fábrica, nos arredores de Tóquio, e criou uma horta vertical que mede a metade de um campo de futebol e produz cerca de 10 mil pés de alface por dia! São 100 vezes mais por metro quadrado se comparado com os métodos tradicionais.

Considerada a horta urbana vertical mais produtiva do mundo, o projeto utiliza luzes LED, desenvolvidas pela GE, com um sistema que simula o dia e a noite. Além da alta capacidade de produção, a iniciativa também é altamente eficiente: usa 40% menos energia e 99% menos água para produzir o mesmo volume de hortaliças cultivadas ao ar livre.

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As lâmpadas LED tem maior durabilidade e economizam mais energia do que as lâmpadas fluorescentes. As luzes roxas são utilizadas para imitar a noite, enquanto as brancas são ajustadas lentamente ao longo do dia para imitar o movimento do sol.

Ao monitorizar o processo de fotossíntese cuidadosamente, o sistema faz com que a alface cresça duas vezes e meia mais rápido, gastando apenas 1% da água, se compararmos como plantações ao ar livre.

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Segundo a empresa, apesar das alfaces não serem cultivadas na terra, têm até 10 vezes mais vitaminas e minerais que as convencionais, e não são aplicados pesticidas, pois o risco de pragas é totalmente controlado.

E você, o que acha dessa iniciativa? Pode ser realmente uma alternativa ao cultivo tradicional e mais uma aliada no combate à fome e à crise alimentar?

+ Com informações dos sites IPC Digital e Noctula Channel.

+ Fotos: GE

Saison Umbu: uma cerveja da agricultura familiar com o sabor do Brasil

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A cerveja Saison é um estilo ainda pouco conhecido no Brasil, mas que vem ganhando espaço, inclusive com produções nacionais. São cervejas que permitem o uso de diversos ingredientes em suas formulações, como castanhas, sementes e especiarias.

Agora, imagine uma Saison com DNA nacional, sabor brasileiro e o melhor: com sotaque nordestino! Esta é a Saison Umbu, feita com a frutinha da caatinga, azeda e de sabor marcante, que é ícone do nosso sertão.

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Esta iguaria foi apresentada pela Coopercuc durante a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária (FEBAFES), realizada no ano passado como parte da programação da 27ª Fenagro, na Bahia.

A Coopercuc é uma cooperativa de agricultores do interior baiano (já fiz matéria sobre eles aqui) conhecida pelo belo trabalho de manejo sustentável, valorização e preservação do umbuzeiro.

O sucesso é tanto que a famosa geleia orgânica de umbu já ganhou até prêmio de “excelência gastronômica”, concedido pela Slow Food aos alimentos artesanais que têm ligação com a história da comunidade, com ênfase na sustentabilidade e em risco de extinção.

A receita foi elaborada em conjunto com a Experimento Beer e possui 25 IBU e 5,0% de teor alcoólico. A Saison Umbu ainda não está sendo comercializada, mas a repercussão foi tamanha que, em breve, poderemos vê-la nas gôndolas de uma rede de supermercados que já negocia a comercialização.

Espero ansioso pelo lançamento!

+ Com informações dos sites Marco Social e Lupulento.

+ Imagens:
– Saison Beer: Experimento Beer.
– Umbu: Juliana.

Casca de coco é alternativa à fibra de madeira (MDF)

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Começamos 2015 com inovação e sustentabilidade: pesquisadores da Faculdade de Ciência e Tecnologia de Montes Claros (Facit) desenvolveram um produto a partir da casca de coco triturada que poderá ser utilizada como alternativa à fibra de madeira de baixa densidade (MDF), muito utilizada pela indústria moveleira e construção civil.

O projeto começou em 2009 e o produto está em fase final de testes. Encerrada essa etapa, os pesquisadores devem transferir a tecnologia para empresas interessadas em produzir painéis de fibra de coco. Além da casca, o material leva também glicerina e um polímero à base de fécula de mandioca, em substituição às resinas sintéticas causadoras da liberação de substâncias tóxicas.

A disponibilidade de matéria-prima e o baixo custo de produção são as principais vantagens do novo material. A fabricação do produto é também mais rápida e simples do que a do MDF. Após a moagem da casca do coco maduro, já é feita a modelagem com o aglutinante, enquanto na produção do MDF são necessárias várias etapas intermediárias.

Os testes mostraram que o material tem potencial para ampla aplicação na indústria moveleira. Na construção civil, ele poderá ser utilizado na produção de pisos finos, rodapés, almofadas de portas, divisórias, portas usinadas, batentes, balaústres e outras peças torneadas.

Além das vantagens econômicas, o produto atende também aos quesitos de sustentabilidade: sua produção e utilização ajudam a reduzir os impactos ambientais e valorizam o aproveitamento de resíduos.

+ Com informações do blog HSM Educação Executiva.
+ Imagem: Horia Varlan.

3 perguntas para: Felipe Siebert

Felipe Siebert

O universo do surfe pode parecer um pouco distante da temática deste blog, mas o trabalho manual, de forma artesanal, que o catarinense Felipe Siebert faz merece espaço aqui. Desde 2004, Siebert faz pranchas de madeira oca, conhecidas como hollow wooden boards. Trata-se de um trabalho artesanal delicado e o resultado são peças tão bem acabadas e esteticamente bonitas que poderiam ser objetos de arte. O que começou como hobby se tornou negócio e hoje a Siebert Woodcraft Surfboards é referência na fabricação de pranchas, tanto de surfe quanto de skate, feitas de madeira.

Como surgiu o interesse em desenhar e produzir pranchas de madeira?
Sempre surfei de shortboard e depois de nove anos, fiquei com um long emprestado de um amigo durante o verão. Dalí para frente não sosseguei até conseguir uma. Mas eu não queria uma comum. Se era para surfar de long, teria que ser com um super clássico, de madeira. Naquela época não tinha dinheiro (estava estudando) e as pranchas de balsa que encontrei eram caríssimas. Nas pesquisas das balsas, descobri as pranchas ocas (hollow wooden) e através de algumas poucas fotos que achei na internet, resolvi tentar fazer uma, mesmo não tendo muita experiência com madeira. Antes disso, apenas havia tentado fazer duas pranchas de materiais convencionais. A primeira ficou relativamente boa e deu para surfar. As seguintes, consegui melhorar bastante e depois de fazer algumas para amigos, percebi a lacuna no mercado nacional.

Siebert Woodcraft Surfboards

Para você, o que há de tão inspirador na arte confeccionar um produto artesanal?
Mesmo a prancha comum, acredito que seja um produto bem artesanal. A nossa, porém, acaba tendo um glamour a mais, pelo valor que os trabalhos em madeira vem tomando. E não há nada melhor do que surfar como uma prancha feita por si. Aliado a isto, o long clássico é de uma beleza estética incrível quando bem utilizado.

Siebert Woodcraft Surfboards

Como um pequeno empreendedor, você tem algum conselho para quem pensa em criar seu próprio negócio?
A organização está em primeiro lugar. Qualquer produto, por mais simples que seja, se for bem divulgado, as vendas e distribuição forem bem coordenadas, terá sucesso.

Siebert Woodcraft Surfboards

Siebert Woodcraft Surfboards

Siebert

+ Imagens: Siebert Woodcraft Surfboards.

Empreendedorismo e sustentabilidade no POP

Marcelo Motta

O Polo de Pensamento Contemporâneo (POP), no Rio de Janeiro, realizará no dia 29 de outubro a palestra “Empreendedorismo e sustentabilidade”, ministrada por Marcelo Motta, CEO da Ecobrand Gestão Ambiental e professor da PUC-Rio nos cursos de pós-graduação em Gestão Ambiental e Sustentabilidade e graduação em Geografia, Engenharia Ambiental e Arquitetura. O encontro apresentará conceitos e as formas pelas quais uma empresa pode tornar sua atuação mais sustentável.

+ Saiba como participar.