Do Veggie ao Vegan [e-book]

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Tá sabendo que os amigos do Clube Orgânico lançaram um guia completíssimo para ajudar você que busca uma alimentação a base de vegetais?! Trata-se de um glossário lindamente diagramado, com dicas de A a Z em temas como a importância do consumo de alimentos integrais, fontes vegetais de proteína e também receitas práticas, como patê de berinjela e creme de couve-flor.

E tem Caipirismo citado na publicação no trecho que fala sobre consumo local:

“O jornalista Guilherme Mattoso vai fundo: “a simples ideia de (1) fomentar a produção local, (2) criar ecossistemas econômicos e (3) estimular a aproximação entre produtores e consumidores já justificam – e muito! – iniciativas que promovem o consumo consciente e valorizam o que é cultivado ao alcance das mãos”

+ Baixe aqui o guia Do Veggie ao Vegan e confira!

 

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Compre local

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Se você vive em uma grande cidade, já deve ter observado que nos últimos anos houve uma explosão de pequenos empreendedores trabalhando com comida, seja quentinha, brownie ou entrega de cestas orgânicas. E há um público também crescente e interessado nesses novos negócios. Para mim, privilegiar produtores independentes e comida local me parece uma resposta direta à produção industrial, em larga escala e à hegemonia das grandes redes de supermercados.

Mas… para além do hype e do raio gourmetizador, quais são os benefícios para comprar local?

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Comprar alimentos cultivados pertinho de você são a garantia de comida fresca e saborosa. Experimente, por exemplo, trocar a ervilha congelada pela fresca, direto da feira de produtores…

Além disso, a compra de alimentos locais reduzirá os caminhos da comida até o seu prato, evitando o consumo de combustível e a emissão desnecessária de gases poluentes. Quem não gosta de abocanhar uma fruta cultivada localmente, que teve uma curta viagem do campo até a sua fruteira? E imagine só, em muitos casos, você poderá conhecer o produtor, se comprar diretamente das mãos dele!

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Falando nisso, apoiar produtores significa que você está investindo na economia da sua região e o dinheiro não está indo embora para Deus sabe lá onde. Imagine poder se reconectar com a origem da comida que você consome. Quem cria as galinhas que chocam os ovos que você compra no hipermercado? Quem faz o pão? Quem planta o arroz?  Eu, adoro conhecer e ouvir as histórias por trás dos alimentos que compro quando tenho contato com o produtor responsável por eles.

Se você tem o privilégio de morar em uma região rica em produção agrícola, não deixe de frequentar a feira de agricultores ou a compra direta com produtores que entregam em domicílio. Procure açougues locais, quitandas, peixarias e pequenas padarias, em vez de comprar tudo nos supermercado! Pergunte-lhes sobre os produtos que estão vendendo, seja curioso, pegue dicas culinárias com eles!

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O que é cultivado localmente? O que é sazonal? Quem são seus fornecedores? Faça sua pesquisa! Procure saber se na sua cidade existem clubes de compras ou Comunidades Que Sustentam a Agricultura (CSA).

E falando nisso, nas grandes cidades também tem muita gente investindo tempo em hortas, pomares e projetos coletivos de agricultura urbana. Seja você também um pequeno produtor e conecte-se com seus vizinhos em prol de comunidades mais integradas e unidas. A mudança é simples, basta começar e os benefícios de uma alimentação local e consciente logo florescerão em sua vida.

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Crédito das imagens: Cy Stork

Consumo local no Programa Sebrae Inteligência Setorial

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Há alguns meses, eu tive o prazer de prestar consultoria para o Programa Sebrae Inteligência Setorial, do Sebrae/RJ. A iniciativa tem como objetivo oferecer às micro e pequenas empresas conhecimentos necessários para que cresçam de forma sustentável “num mundo onde a competitividade está cada vez mais acirrada”.

Minha contribuição ao programa está na área de Alimentos, onde forneci insumos para o relatório sobre Consumo Local – suas características, exemplos e oportunidades para os pequenos negócios do setor de alimentos no Rio de Janeiro.

+ O conteúdo do relatório é gratuito. Acesse aqui!

Comida Colab – vamos falar sobre comida?

Consumo local é tema de encontro gastronômico em Niterói

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Imagem: divulgação

Nunca se falou tanto em comida! E nunca estivemos tão informados sobre novas receitas, ingredientes e técnicas de preparo. Porém, é fundamental também refletir sobre a origem dos alimentos e a conexão entre o que acontece no campo e o que chega nas nossas mesas.

Foi pensando nisso que o espaço Lume, em Niterói-RJ, decidiu abrir as suas portas no dia 31 de março, a partir das 19h30, para receber o Comida Colab, um ciclo de debates que tem como objetivo fomentar uma reflexão crítica sobre hábitos alimentares e as implicações políticas, sociais e ambientais ligadas ao ato de comer. A iniciativa é uma parceria entre o Lume, o blog Caipirismo e o Clube Orgânico.

+ Participe do evento no Facebook aqui!

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Imagem: I Hate Flash

Neste primeiro encontro, o tema proposto é consumo local e o bate-papo será dividido em dois blocos: na primeira parte, Francisca Feiteira e Victor Piranda, do Clube Orgânico, e Agnes Lima, do Lume, vão falar sobre as conexões entre a campo e a cozinha e sobre como as escolhas alimentares podem impactar desde a nossa saúde até a economia da região; na segunda parte, participam do debate Marco Antônio de Oliveira Santos, do Have a Coffee, e Rafael Bertges, da Cerveja Oceânica, para falar sobre produção artesanal e em pequena escala, novos canais de comercialização e arranjos produtivos locais.

Você está convidado a participar conosco dessa conversa, dividindo suas dúvidas, experiências e reflexões sobre o que comemos, como comemos e por que comemos. O Comida Colab terá entrada gratuita e os participantes poderão conhecer os rótulos da Cerveja Oceânica e alguns dos cafés selecionados pela equipe do Have a Coffee, além de um prato especial elaborado pela cozinha do Lume, com ingredientes das cestas do Clube Orgânico. Chega mais!

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SERVIÇO – COMIDA COLAB
Data: quinta-feira, 31 de março
Horário: 19H30
Local: Lume – Av. Quintino Bocaiúva, 291, São Francisco, Niterói
Contato: 21-3254-9330

Locavorismo – o que nossos vizinhos andam plantando?

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Cranberries: uma delícia, mas de onde eles vem mesmo?

Nas grandes cidades, nunca foi tão fácil e acessível comer de tudo o que se imagina, independente da estação do ano ou da região onde você vive. Bateu uma vontade de cranberries? Mesmo não sendo produzidas no Brasil, você pode encontrá-las no mercado moderninho daquele bairro chique. E salmão? Não tem problema, eles vêm direto do Chile para a sua mesa. Meio pálidos, mas vêm!

Por um lado, isso é maravilhoso, mas por outro… as viagens que estes produtos fazem para chegar até você prejudicam o meio ambiente por causa do consumo energético e da emissão de gases no transporte até os locais de destino. No caso de alimentos frescos, como frutas e legumes, ainda há a perda de nutrientes e sabor.

Como contraponto a esse efeito, um “movimento” começou a despertar a curiosidade e o engajamento de muita gente interessada em alimentação de qualidade. Trata-se do “locavorismo”, termo surgido nos EUA (locavorism) e já difundido mundo afora.

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Feiras livres: alimentos frescos e preços justos

Mas o que é isso? Basicamente, trata-se do hábito de consumir apenas alimentos produzidos próximos de onde você vive, dando preferência aos gêneros cultivados nas redondezas ou manufaturados por produtores locais, bem diferente daqueles fabricados por grandes conglomerados e vendidos em grandes redes de supermercados.

Alguns especialistas dizem que a crença de que comer localmente reduz a emissão de gases é meio ilusória, pois o transporte contribui com menos de 11% do custo global de carbono de um item alimentar, em média. De fato, tal prática ainda carece de pesquisas formais, mas, ainda assim, é um esforço válido.

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Castanha do baru: essa maravilha vem do cerrado, mas quase ninguém conhece

A simples ideia de fomentar a produção local, criar microssistemas econômicos e estimular a aproximação entre produtores e consumidores já justificam – e muito! – as iniciativas que promovem o consumo consciente e valorizam o que é cultivado ou manufaturado ao alcance das suas mãos.

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Felipe e Thiago Castanho: culinária paraense pop

Na gastronomia, já existem diversos restaurantes focados em “comida de origem”, que celebram o resgate dos sabores locais e a produção de pequenos agricultores, como é o caso do DOM, do superstar Alex Atala, em São Paulo, ou do Remanso do Bosque, dos irmãos Felipe e Thiago Castanho, de Belém, que está colocando a culinária do norte na moda.

No Canadá, o casal Alisa Smith e J.B. Mackinnon é considerado também precursor do movimento ao detalhar a experiência que fizeram no livro The 100-Mile Diet – A Year of Local Eating (A Dieta Dos 160 Quilômetros – Um Ano de Alimentação Local em tradução livre).

Já no Estados Unidos, o chef Dan Barber, do Blue Hill, é um dos pioneiros e principais ativistas do movimento “farm-to-table” e oferece em seu restaurante produtos fresquíssimos, vindos diretamente de sua fazenda, nos arredores de Nova Iorque.

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Dan Barber: ícone do movimento “farm-to-table”

Viver tal filosofia, na prática, pode ser um tanto desafiador, mas é possível adotar atitudes conscientes. Você não precisa deixar de tomar café ou azeite se nas redondezas estes itens, muitas vezes essenciais na nossa dieta, não forem produzidos. Por outro lado, ponderar as suas escolhas e atentar-se ao que é produzido ao redor pode ser um caminho viável.

Na grandes cidades, o paradoxo entre tradição, saberes locais e um cenário em constante mutação é uma característica que desafia esse tipo de filosofia, mas hoje, existem diversas iniciativas que fazem um esforço de não só aproximar as pessoas dos produtores, mas de incentivá-las a produzir o seu próprio alimento.

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Clube Orgânico: alimentos da serra fluminense direto para a mesa dos cariocas

Feiras de pequenos produtores, hortas urbanas comunitárias, clube de compras… as grandes cidades brasileiras já sinalizam essa demanda e são inúmeras as iniciativas que promovem o cultivo do alimento perto de você e ainda estimulam uma relação mais íntima entre produtores e consumidores. Estes exemplos resgatam, ainda, o uso de ingredientes regionais e promovem a criação de rede de pessoas que buscam pensar mais nos alimentos que chegam às nossas mesas.

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Hortas urbanas: a comida ao alcance das nossas mãos

Imagens:
Cranberries
Feira
Remanso do Bosque
Horta Urbana
Castanha de Baru
Dan Barber
Clube Orgânico