Do Veggie ao Vegan [e-book]

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Tá sabendo que os amigos do Clube Orgânico lançaram um guia completíssimo para ajudar você que busca uma alimentação a base de vegetais?! Trata-se de um glossário lindamente diagramado, com dicas de A a Z em temas como a importância do consumo de alimentos integrais, fontes vegetais de proteína e também receitas práticas, como patê de berinjela e creme de couve-flor.

E tem Caipirismo citado na publicação no trecho que fala sobre consumo local:

“O jornalista Guilherme Mattoso vai fundo: “a simples ideia de (1) fomentar a produção local, (2) criar ecossistemas econômicos e (3) estimular a aproximação entre produtores e consumidores já justificam – e muito! – iniciativas que promovem o consumo consciente e valorizam o que é cultivado ao alcance das mãos”

+ Baixe aqui o guia Do Veggie ao Vegan e confira!

 

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Coma menos carne

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Crédito da imagem

Quando eu era adolescente, há muitos – e muitos! – anos, vi um anúncio que questionava o consumidor com uma foto de um porco fofinho e de um cachorrinho bem “pet” e uma mensagem do tipo… “se você ama os cachorrinhos, como pode comer carne de porco?”. Fiquei por um bom tempo pensando naquilo…  o quanto era apelativo, o quanto era verdade. Acho que foi a primeira vez que refleti sobre escolhas alimentares. Mas segui onívoro, comendo lombinho e amando cachorros e gatos.

Anos depois, cá estou eu ainda onívoro, mas um pouco mais esclarecido sobre as escolhas. Diferente de como era nos anos 90, ser vegetariano, hoje, não é um bicho de sete cabeças. Pelo contrário, é trendy e as opções no mercado não param de aumentar. Enfim, não é mais estranho você se declarar vegetariano, pescetariano, flexitariano ou vegano…

Porém, independente da etiqueta que você escolheu, é impossível falar de comer de forma sustentável sem falar de comer carne.

Do ponto de vista ambiental, a produção de carne é intensiva e ineficiente – acredita-se que a indústria pecuária mundial seja um dos principais impulsionadores da mudanças climáticas devido à produção de metano, avanço de fronteiras agrícolas e outras práticas pesadas de gases de efeito estufa.

De fato, se pensarmos na sustentabilidade da cadeia pecuária, por exemplo, é inviável, nos padrões ocidentais, alimentar 9 bilhões de pessoas tendo a carne como protagonista do prato e comendo a quantidade que comemos hoje.

É um assunto muito delicado e é compreensível que as pessoas não queiram abrir mão de se alimentar de algo que realmente amam. Mas o que deve nos unir é o reconhecimento de que o que comemos e como é produzido é fundamental para enfrentar os principais desafios globais, como a mudanças climáticas e a segurança alimentar.

Eu não sou porta-estandarte ou ativista pró-veganismo e respeito quem seja. O meu recado é: quero apenas sugerir que pensemos um pouco mais sobre qualidade, procedência e quantidade de carne que comemos no nosso cotidiano. Eis alguns exemplos e ideias que podemos adotar como nova forma de consumo:

Coma menos carne
Tire um dia da semana para não comer carne. Rola um movimento nas redes socias da “Segunda Sem Carne”, que tal? Neste dia, abuse de um cardápio rico em proteínas que substituam o seu bife e mergulhe no mundo dos grãos, legumes, nozes, folhas sementes… simples, saudável e delicioso!

Dica: conheça o site da campanha Segunda Sem Carne e inspire-se! O canal VegetariRango é engraçadinho e ensina várias receitas para ajudar quando a criatividade acabar.

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Escolha melhor a sua carne
Eu sei que para a realidade brasileira este item pode ser de difícil acesso, mas procure por marcas que mostrem um alto padrão de bem-estar animal e padrões ambientais e de qualidade. Procure criadores orgânicos, pequenos produtores, peixes frescos e, de preferência, de fontes sustentáveis.

Dica: no Rio, a carne utilizada na Cozinha Comuna vem de um pequeno produtor e aproveitam bois quase inteiros em seus blends, para evitar o desperdício. Outra dica são os produtos da Korin, disponíveis nos principais mercados de grandes cidades brasileiras, desde ovos até hambúrgueres orgânicos e sustentáveis.

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Crédito da imagem

Laticínios Sustentáveis
O lema dos cervejeiros artesanais, “beba menos, beba melhor”, também se aplica aqui! A produção de laticínios também está diretamente envolvida com as questões ambientais da indústria pecuária, inclusive, com consequências negativas para o bem-estar animal. Como alternativa aos gigantes do mercado, eu procuro comprar derivados de leite (queijos, iogurte, requeijão e manteiga) direto de pequenos produtores na feira.

Dica: disponível em muitas redes de supermercados, o Leitíssimo é um leite de alta qualidade, de rebanhos criados soltos, alimentando-se apenas de pasto. Outra pedida são os laticínios do Vale das Palmeiras, do ato e ativista Marcos Palmeira, no interior do Rio. Tem requeijão, ricota, queijo minas frescal… tudo uma delícia!

Bacon é bacon, soja é soja!

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“Açougue vegano”… outro nome terá de ser pensado na lojas francesas (crédito da imagem)

Na França, “bacon vegano” não pode mais ser chamado de… bacon. Reconhecido pela luta contra anglicismos no seu vocabulário, o país tem, agora, um novo alvo linguístico: os produtos veganos. O parlamento francês proibiu, recentemente, o uso de termos que se referem a alimentos de origem animal em embalagens de comida vegana, como “leite de soja” e “queijo de castanha de caju”.

A justificativa é que os nomes podem confundir os consumidores e leva-los a pensar que o “leite de soja”, por exemplo, é realmente um produto lácteo. Não é dos argumentos mais consistentes, mas por outro lado, eu acho uma tremenda incoerência associar produtos veganos com o universo carnívoro…

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Isso não é um bife… (crédito da imagem)

“Açougues veganos” decorados com cutelos e tábuas, “salsichas veganas” que tem “o mesmo gosto da original”… deveriam soar quase como uma ofensa para os veganos militantes. Estes produtos deveriam se destacar pelos próprios atributos e sabores, e não emular seus equivalentes de origem animal.

“É importante combater falsas alegações”, twittou Jean Baptiste-Moreau, membro da Assembléia Nacional, que propôs a proibição. “Nossos produtos devem ser designados corretamente: os termos #queijo ou #carne serão reservados para produtos de origem animal.”

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Leite de soja não é leite (crédito da imagem)

 

Moreau se inspirou em uma decisão do Tribunal de Justiça Europeu, em 2017, que afirma que produtos de soja e tofu não podem ser vendidos como leite ou manteiga. Vale destacar que produtores de carne europeus têm feito um lobby forte para proibir termos baseados em animais de alternativas vegetarianas de carne por anos.

E eles têm motivos para se preocupar. A Alemanha é líder mundial na produção de alimentos veganos e a França não está muito atrás. Se as empresas se recusarem a cumprir a nova regra da França, elas poderão ser multadas em até € 300 mil.

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+ Com informações do Grist.

 

Orgânicos e naturais invadem o shopping

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Nuu Pão de Queijo e Hareburguer estão entre as atrações da feira

Começa hoje no Plaza Niterói a Temporada Gourmet, evento de gastronomia promovido pelo shopping que, até o dia 29 de maio, vai oferecer uma série de workshops e oficinas gratuitas, além do Encontros Água na Boca, do jornal O Globo, e também o Menu Temporada Gourmet, com pratos exclusivos para o evento, criados pelos restaurantes participantes. Até aí, tudo muito legal: palestras imperdíveis com chefs famosos, encontros com profissionais monstruosos e tudo, mas nesta edição o que me chamou a atenção na programação foi o Final de Semana Green Market, que vai encerrar a temporada nos dias 28 e 29 de maio.

Organizada por Pedro Bonelli e Alessandra Moraes, responsáveis também pelo Festival Veggo, a feira vai ocupar o Espaço Gourmet do shopping, no 4º piso, com diversos produtores orgânicos, veganos e naturais, como os sucos LOV, Hortamix Orgânicos, Dora Vegana, Hareburguer e Nuu Pão de Queijo, entre outros. Além das compras, os participantes poderão também assitir palestras com profissionais de educação física, nutricionistas e aulões de ioga. Alinhado ao clima natureba do fim de semana, no dia 28, o restaurante Balada Mix vai promover um workshop sobre saladas e no dia 29 a nutricionista Marina Seidl vai falar sobre alimentação saudável.

+ Visite a página do Plaza  no Facebook e saiba tudo sobre a programação do evento.

Coma carne, mas crie do jeito certo

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Filet mignon no ponto

Nunca fui fã de carne. Sempre transitei mais pelo vegetarianismo, mas nunca deixei de comer churrasco, hambúrguer, presunto, bife à milanesa… quando me deu vontade. Já pensei algumas vezes em me tornar vegetariano, mas sempre pensava: “pra quê?”.

Minha opção por continuar comendo de tudo vem se consolidado por vários motivos, mas o livro “O Dilema do Onívoro” e o artigo “An Animal’s Place”, ambos do Michael Pollan, me ajudaram bastante na minha tomada de consciência.

Preparei esse longo prelúdio para compartilhar com vocês um artigo escrito pelo jornalista e ambientalista inglês, George Monbiot, sobre o livro Meat: A Benign Extravagance, que traz mais bons argumentos sobre as nossas escolhas alimentares quando optamos por continuar comendo carne.

+ Confira o artigo na íntegra aqui.

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Fazenda de gados confinados em Goiás

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+ Imagem: Aerovista e Recipe Hubs.