A cara da nova juventude rural

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O Instituto Souza Cruz encomendou uma pesquisa sobre os jovens atendidos pelo programa Novos Rurais. Os resultados do estudo destacam a visão dos jovens da zona rural sobre as oportunidades de se empreender no campo e sobre como isso afeta suas perspectivas profissionais e relações sociais.

A pesquisa aponta um novo perfil de juventude rural, que enxerga o campo como um local de oportunidades (92%), o lugar que escolheu para viver (88%) e onde já encontra mais autonomia e espaço para participar da gestão dos negócios familiares (87%).

Visite a página da pesquisa e conheça os resultados

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The Perennial Plate: aventuras ecogastronômicas

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Conheci o The Perennial Plate há quase um ano. O link do projeto ficou salvo nos meus favoritos, mas nunca consegui parar para assistir. Eis que saí de férias e resolvi dar uma olhada na lista de links “para ver depois” que só cresce, e me deparei novamente com o link.

The Perennial Plate é uma série online, de minidocumentários publicados semanalmente, dedicada à alimentação saudável, educação do gosto, ecogastronomia e temas afins. Confira um dos vídeos aqui:

Veja todos os vídeos aqui

O projeto foi criado pelo chef e ativista, Daniel Klein, e a cineasta, Mirra Fine. Desde então, a dupla viaja pelo mundo explorando as maravilhas, complexidades e histórias por trás do sistema alimentar global cada vez mais conectado.

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A primeira temporada ocorreu durante em Minnesota, nos EUA, onde todas as segundas-feiras, durante 52 semanas, a dupla lançou filmes curtos que seguiram as explorações culinárias, agrícolas e de caça de Daniel Klein.

Na segunda temporada, Klein e Fine viajaram por toda a América, levando o espectador a explorar, apreciar e entender de onde vem a boa comida e como apreciá-la. Na temporada atual, Klein e Fine estão rodando o mundo, visitando países como a China, Japão, Índia, Marrocos, Itália, Argentina e África do Sul, entre outros destinos, para contar as histórias de alimentos reais e as pessoas que o conseguem.

Confira algumas imagens:

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Conheça uma agrofloresta de 23 anos!

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Os neozelandeses Robert e Robyn Guyton cultivam uma agrofloresta há 23 anos! O terreno de 8 mil m2  é uma fonte absurda de alimentos e foi idealizada com base em nos princípios da permacultura. As plantas da mata, das pequenas às grandes, fornecem alimentos para pessoas e bichos numa quantidade equilibrada. Conheça a história deles nesse vídeo produzido pelo pessoal da Happen Films.

Professor cria hortas pedagógicas em terrenos abandonados do Bronx

Há alguns anos, o professor Stephen Ritz, que trabalha em uma escola no Bronx, em Nova Iorque, teve uma pequena grande ideia. Ao preparar uma horta, ele  percebeu que esta prática poderia se tornar uma atividade pedagógica simples, mas de grande impacto na vida dos seus alunos.

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Em 2009, Ritz e seus alunos montaram uma horta vertical, iluminada por lâmpadas LED. De uma tacada só, ele aplicou conhecimentos de Ciências, Matemática, Tecnologia e Nutrição. Esse foi o pontapé da Green Machine Bronx, um projeto que transformou 100 terrenos baldios da região em hortas e atualmente serve de exemplo para mais um monte de hortas urbanas.

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Ritz foi premiado Educador do Ano 2015 da Elementary School – Prêmio Bammy e deu trabalho ganhou destaque em várias plataformas e meios de comunicação, como a palestra do TED compartilhada neste post.

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+ Com informações: Somos Verdes

Ernst Götsch e a Agricultura Sintrópica

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Você sabe o que é uma agrofloresta? O trabalho que o suíço radicado no Brasil, Ernst Götsch, faz no sul da Bahia é absolutamente impressionante! Ele desenvolve técnicas de recuperação de solos por meio de métodos que impulsionam a regeneração natural das florestas, de forma minimalista e com muita observação e conhecimento.

Hoje, depois de mais de 30 anos de trabalho, 480 hectares de terras degradadas foram recuperadas e Götsch elaborou um conjunto de princípios e técnicas que viabilizam integrar produção de alimentos à dinâmica de regeneração natural das matas, batizado de Agricultura Sintrópica.

Com esta proposta inovadora, Ernst constatou que, além das colheitas abundantes em um solo antes morto, um microclima passou a se desenvolver na fazenda, com 14 nascentes de água recuperadas e uma rica fauna que voltou a povoar a região. Desde então, o modelo de Agricultura Sintrópica tem sido disseminado e adaptado a diferentes regiões e climas.

O belíssimo vídeo abaixo é fruto Projeto Agenda Götsch, a partir do qual dois jornalistas, Dayana Andrade e Felipe Pasini, visitaram a fazenda de Ernst para registrar conceitos, implantações e manejos do agricultor. No site do projeto, exitem outros vídeos que tem como objetivo ajudar produtores de todo o mundo a adotar técnicas agrícolas verdadeiramente sustentáveis.

Vida em Sintropia foi uma edição feita especialmente para ser apresentada em eventos na COP21, realizado em Paris no ano passado, com um compilado de experiências expressivas em Agricultura Sintrópica, em imagens e entrevistas inéditas.

Você conhece o Sustentáculos?

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O que é “sustentabilidade”? E “desenvolvimento sustentável”? Muitas vezes, seja na mesa do bar ou em sala de aula, explicar estes conceitos podem ser tornar verdadeiros desafios didáticos para educadores que trabalham de alguma forma com estes temas.

Uma das principais apostas da Agenda 2030, lançada há um semestre em cúpula da ONU da qual participaram representantes de 193 Estados, é que, ao longo dos próximos 15 anos, todos tenhamos os conhecimentos necessários à promoção de seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). E agora?

É nesse embalo que o Sustentáculos, uma plataforma idealizada por José Eli da Veiga, acaba de ser lançada com o objetivo de facilitar o acesso aos melhores conteúdos, tanto sobre os aspectos mais conceituais quanto sobre cada ODS.

O Sustentáculos está organizado em dois conjuntos: um, mais conceitual, desenrola a questão em oito temas, cada um apresentado por vídeos bem enxutos e diretos, acompanhados de documentos complementares; e o outro é dedicado aos 17 ODS, também acompanhados de vídeos, links e outras referências complementares.

Visita recomendada não só para educadores, mas também para quem tem interesse no tema, principalmente pelos conteúdos complementares. Tem muita coisa boa. Entra lá no Sustentáculos!

Maya Pedal: muito mais que bicicletas!

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Transformar restos de bicicletas em tecnologias sustentáveis. Este é o objetivo do Maya Pedal, uma ONG da Guatemala, com base no município de San Andrés Itzapa. Através de doações de vários países, a organização reforma e revende bicicletas usadas, ou as transformam em Bicimáquinas, construídas a partir de peças descartadas, concreto, madeira e metal. A tecnologia permite que pequenos agricultores e pessoas de recursos escassos tenham acesso uma alternativa que facilita o trabalho no campo e a rotina doméstica.

Os trabalhos do Maya Pedal começaram em 1997, através de um projeto da ONG canadense PEDAL. Em 2001, uma associação foi fundada e a iniciativa passou a ser gerida por um grupo local, liderado pelo engenheiro Carlos Marroquin. Fáceis de usar, as Bicimáquinas podem ser convertidas em bombas d’água, moinhos, moedores, debulhadores, liquidificadores, entre outras funções. Além de serem 100% sustentáveis, pois não consomem energia nem geram poluição, as tecnologias ainda estimulam a prática de exercício saudável, pois são movidas pela força humana, através de pedais.

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A ONG mantém uma oficina-escola composta por moradores da região e voluntários de todo o mundo. Nela, os participantes atuam na construção de Bicimáquinas e oferecem serviços de conserto e revenda de bicicletas remodeladas. Os voluntários, além de aprender a construir a tecnologia, também atuam em pequenas comunidades, orientando pequenos produtores a implementar e utilizar as máquinas.

Os tutoriais dos modelos mais populares estão disponíveis para download no site da organização. A ideia é promover os projetos em escala global, transformando a ONG em um centro de pesquisa, desenvolvimento e informação, contribuindo a sustentabilidade da agricultura familiar através de uma tecnologia replicável em diferentes contextos realidades do campo.

  • Esse post foi escrito por mim originalmente para o site Marco Social.